Voltar a viver...com eles!

Eu reluto, reluto... Me sobrecarrego, mas estar com eles, reve-los,...

Bah isso não tem preço.

Cada abraço, cada beijo, cada : Meu Deus guri, você ta um gigante! Tia que saudade...

É muito bom!!!

Tentarei recolher algumas fotos pra depois ilustrar esse momento que se torna raro a cada dia.

Logo eu volto. 


Malfeito, feito!



Hoje eu queria escrever sobre tudo...
Principalmente sobre os meus medos e defeitos.
Muitas vezes falar sobre esse tipo de coisa é bem complicado e acredito que requer uma coragem imensa.
Será que finalmente eu tenho coragem de falar sobre isso?

Enfim...

Sempre sofri por falar demais!!
Se o ditado diz que , DEUS LHE DEU DOIS OUVIDOS E UMA BOCA que é pra que ouça mais e fale menos, por que cargas d'agua eu não presto atenção nisso?
E o pior que isso me faz sofrer, me dá uma angustia tão grande e um sentimento de impotencia e vergonha que eu mesmo não sei explicar.

Tenho sofrido com isso há anos, mas parece que não aprendo.
Na última semana, outra coisa me incomoda: Não sei esperar. Não tenho paciência.
Conheci alguém e relutei tanto até que cedi e resolvi que me daria a chance de tentar de novo e se possivel, fazer dar certo. Não deu... porque eu não consigo nem ficar quieta e nem tampouco esperar.
Ser tão intensa tem me custado tanto na vida...tanto.
Certo dia, decidi que não falaria mais com ninguém, mas que conversa mais idiota essa minha não?
Mas é o maldito defeito de não saber esperar e não usar um meio termo pra nada.

Tenho medo, morro de medo na verdade, de nunca conseguir superar isso dentro de mim.
Medo de que um dia uma coisa que me disseram que volta e meia retorna na minha mente seja verdade e nenhum dos meus amigos queira ficar perto de mim de tão chata que eu me tornei.
Acho que nunca na vida alguém me disse algo que me tivesse deixado tão magoada quanto isso, porque esse eu nunca esqueci.

Hoje eu só quero que o dia...a semana, o mês termine bem!

* "..Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição..."


* Simples desejo - Luciana Mello

Apenas mais um fanfarrão


E quando você pensa que aprendeu, vem o destino e lhe prega uma peça. 

Na verdade, não acredito muito que o destino seja um cara assim, tão fanfarrão, acho que nós é que sempre interpretamos as coisas como queremos e não como elas realmente são. 
Engraçado que , quando se tem medo de alguma coisa você reluta, foge, dribla... Mas quando tem que ser e você abre a sua guarda, ai vem a surpresa. 

Uma questão um tanto contraditória pra mim, pois acredito que se você não arrisca não sabe o que pode acontecer. 
Mas quem é que se lembra do ditado quando se mais precisa "aproveite com moderação”? 
A vida é feita de escolhas, mas também feita de momentos bons e algumas horas nem tanto assim, mas sempre momentos. 

Nos últimos meses, achei que eu precisasse reaprender a ter uma pessoa por perto mais tempo, se é que me entendem. Aí, pelo meu medo maior que qualquer coisa, porque gato escaldado tem medo de água fria, fiquei em cima do muro, só observando de longe, ressabiada e ao mesmo tempo, louca pra chegar mais perto. Até que cedi e o que aconteceu? 
Fomos surpreendidas novamente!! Claro que com um pesadelo não uma coisa legal. 

Relacionamentos são assim, confusos, enrolados, intensos... Mas, sobretudo uma troca. Se não há troca, não existe um relacionamento, ao menos não um que valha a pena. 
Não posso dizer que não tentei, mesmo depois de relutar, dizer que não queria, ter medo de não poder aproveitar mais nada de bom da minha liberdade e finalmente ver que e o que eu queria mesmo era tentar fazer dar certo, eu me devia isso ( e ainda me devo, porque não deu certo). Enfim...

E o que se aprende com tudo isso? Em verdade não se aprende a gente só aceita ou não que aconteceu desta forma. 
E não por conformismo ou algo parecido, mas porque algumas vezes nem adianta lutar contra, foi e acabou. Próximo! 
Ok, em teoria é "piace of cake", melzinho na chupeta, mas na prática, requer um desapego sem igual. 

Mas e essa vida o que é meu irmão? A batida do teu coração já dizia Gonzaguinha, portanto enquanto o seu coração bater ainda vais passar por muita coisa e o destino, ah o destino... Aquele fanfarrão que falamos lá em cima, pode te surpreender de novo e de uma forma tão inesperada que aí vais dizer que Essa é a tal felicidade que ronda a minha porta e hoje decidiu bater? 

E então, como diria Walter Franco e o ombro da minha prima Ligia:

“Tudo é uma questão de manter, a mente quieta a espinha ereta e o coração tranquilo”.

Faz isso que o resto vem! (esta é uma mensagem de autoafirmação, pois um coração descrente precisa de reforços).

Paz!



Passou o carnaval, então ...START UP!

E se o ano começa agora, depois do carnaval, então que comecem as minhas postagens. 

Com material inacabado e milhares de ideias para tentar colocar em prática, inicio meu ano de “escrivinhaçoes”.
Muitas dúvidas me assolam nesses últimos tempos, mas vou tentando matar um leão de cada vez como diz o ditado.
Há alguns meses atrás me cadastrei num destes sites de relacionamentos, confesso que no início eu me diverti. Conheci pessoas que converso até hoje e que, apesar da distancia, sempre são legais e me agregam algum tipo de conhecimento.
Mas como todo bônus tem ônus, um tempo depois não me senti tão bem assim... Parei e refleti no que tinha deixado meu coração seco e vazio fazer da minha existência.
Como sempre, se conhece gente normal e nem tanto. Conheci um musico, super gente boa, que compartilha comigo algumas das coisas boas que acontecem com ele e seus trabalhos, conheci um chefe de cozinha,  que nunca soube muito da vida e nem me interessava. Um piloto de avião que é meu amigo até hoje e me faz rir horrores como se fossemos amigos de longa data. Um “Hermano” que tinha tudo pra ser muito legal, vocalista de uma banda, viajado, gente boa, mas com um problema que me deixou traumatizada por um tempo, mas que depois me fez rir horrores, coitado,  enfim, né?
Mas, um belo dia eu parei pra ver que apesar de conhecer pessoas eu era nada mais que um bolinho na vitrine e não era assim que eu queria me sentir.
Nesse meio tempo, conheci meu ogro, assunto para outra postagem.
Mas voltando, eu não estava feliz com isso e então, coloquei um ponto final nessa historia “bolo de vitrine” e virei a pagina.
Janeiro não conta pra mim, pois foi um mês muito cheio de turbulência e coisas que fugiram do meu controle, já fevereiro e eu começamos com um relacionamento até que bom pra um mês tão curto.
Tentarei ao máximo colocar ao menos uma postagem por semana ou quando conseguir colocar minhas ideias em ordem, ta corrido, posso dizer.
Quero falar sobre tudo, meu trabalho, minha vida, minha família...,começo acho  eu, com a minha relutância em aprender sobre determinados sentimentos... Enfim, vamos!

Passou o carnaval e o mundo começa a trabalhar, ou não!! Ainda estou em duvida.

Então...aperte o START e GO!  




Margueritè - parte 1

A claridade invade o cômodo e ela se contraia toda.
Sentia-me estranha, porque mal se lembrava de como teria ido parar naquele quarto luxuoso de hotel, em verdade, não se lembrava de absolutamente nada do que tinha ocorrido.
Viro-me para o lado e tento clarear um pouco as ideias, um pequeno pedaço de papel com uma caligrafia desconhecida chama minha atenção. E me estico toda para apanha-lo ao mesmo tempo em que olho de soslaio e vejo tudo espalhado pelo quarto.
Em cada espaço havia uma peça de roupa e isso dava a impressão de que, a cada parada, uma peça era retirada, arrancada...sei lá.

“Minha pequena, aqui vais encontrar tudo que precisa”. Desculpe sair assim, mas foi necessário.  Sei como encontrá-la, não se preocupe. “Beijo”.

- Em que enrascada eu cai agora?

Nem mal termina a frase, pula da cama nua em pelo. Ao se olhar percebe que deve realmente ter feito uma coisa bem confusa, pois se estava naquele estado... Caminha até o banheiro que era quase do tamanho da sala da casa dele e resolve aproveitar o que estava na sua frente.

A banheira ia enchendo, fumegante feito uma chaleira de chá e ela ia relaxando e colocando sua cabeça em ordem, coloca um, dois pés e se afunda naquela água quente e revigorante.
Aos poucos, vai refazendo seus passos, ou ao menos, tentando. Seu corpo doía um pouco, algumas manchas apareceram em partes inusitadas do teu corpo. – Marguerité, o que fez?

Fecha os olhos novamente e tenta aproveitar o vapor da água pra purificar seus pensamentos.

- Boa noite senhorita De Biase, bom revê-la.

Eu não frequentava aquela boate há meses, lembranças de um passado que eu gostaria de esquecer. Estranho como as coisas do coração sempre nos fazem bloquear coisas que amamos, ou pensamos que amamos, pelo menos.
Mas dançar era uma coisa que sempre adorei fazer e simplesmente parei por conta daquele imbecil que eu um quis me casar. Coisas que fazemos sem ao menos saber por que fazemos.
Deixa estar...
A meia luz e a musica tocava e o retumbe já se misturava ao bater do meu coração, fecho meus olhos e já vou entrando no compasso, quando sinto mãos frias me tocando levemente os ombros. Seu toque a principio me choca pela temperatura, mas era como se um choque leve me percorresse o corpo assim que o ouço dizer perto do meu ouvido, num sussurro leve.
- Soube que a senhorita era a melhor por aqui, me daria à honra?
Ao virar me deparo com os olhos mais lindos que eu supunha existir. Amendoados, brilhantes e expressivos. Um tom de pelo moreno, que não se poderia dizer de onde era. Cabelos negros, na altura da nuca, moderno sem perder a discrição. A roupa impecável. Camisa negra, aberta até altura do peito, um terno de corte impecável do mesmo tom e apenas um pequeno botão escarlate na lapela tirava a sobriedade do traje.
Sem que eu pudesse expressar qualquer objeção, ele me leva até a pista de dança e seguimos na cadencia do som. Tango... Nada mais poderia tocar naquela hora com tal cavalheiro.

Ele me rodopiava e me levava tal qual uma pluma.

Não posso me lembrar de nada mais, apenas daqueles olhos e de palavras que eu supunha ouvir na mente, sem saber que EU as ouvia de verdade:

- Ah Margueritè,  não se prive só porque não  conhece. Experimente, se permita...Deixe-me levá-la a mundos que jamais imaginou existir.

Suas mãos passeavam pelas minhas costas, espalmadas, suaves e precisas.  A cada toque meu corpo se arrepiava e eu tentava imaginar, como não errava os passos, tamanha era minha desconcentração com aquelas caricias explicitas.
Sentia pequenos espasmos, como pequenas correntes elétricas a percorrer seu corpo. Sabia o que era aquilo e no que poderia se tornar e uma excitação inexplicável toma conta de todo seu ser.... 

continua...

Quase um adeus ao ano velho e como será o Ano Novo?


E eis que mais um ano vai chegando ao fim... e tão depressa ao meu ver, que parece que ontem mesmo estava comprando meus presentes e pensando na cor da minha árvore de natal. 
Alguns estudos científicos dizem que o tempo tem mesmo passado mais depressa e a tendencia é piorar. 
Bom, o que podemos fazer é jé pensar nos presentes do próximo Natal, assim economizamos tempo. 
Agora,se eu já fiquei quase 2 horas rodopiando o corredor de bolas de natal pra decidir que cor fazer minha árvore, me imagina tendo que montar duas já? 
Melhor nem pensar! 

O ano começou corrido como sempre, depois deu uma acalmada e está ma mesma turbulência do início e eu na minha vontade desenfreada de voltar a escrever e na verdade, sem conseguir colocar os planos em prática, vou seguindo
Acho que perdi um tanto da inspiração e da ordenação dos pensamentos. Sim, ordenação... eu ordeno, mas ele não obedece. E o tempo vai passando. 
Algumas coisas do início do ano por exemplo, mudaram. Me distituiram do cargo de tia Rô.. e voltei pro cadeira de rodas, ótimo porque eu amo, mas sinto uma falta FDP das minhas crianças. 
O trabalho segue assim, rapido, intenso. Forte! 

Recentemente, venci alguns medos e traumas. 

Por exemplo, depois de anos, comi pera novamente. E o simples fato de lembrar que aquela maldita ordinária que um dia se disse minha amiga não me causou enjoo, foi maravilhoso. 
Usei minha estrela Vespertina mais de uma vez sem compromisso, claro sem ocultar que quem havia me dado, há muito morreu. Porém, achei um outro significado pra ela.
Me peguei depois de 4 anos, falando com fake novamente... e sabe do pior? Adorando!!!!
Apocalipse now!! Sou uma Nau a deriva....
Não posso dizer que farei resoluções para 2014, pois não as faço mais. 
Vivendo um dia por vez, matando um leão por dia... e assim vamos! 
Aliás, muita coisa estranha aconteceu nos últimos tempos, mas nem vale a pena falar sobre o assunto. 
Mas posso avaliar que, hoje, olho pra trás e vejo que tudo valeu a pena, mas que acabou. Uns nascem, outros morrem, outros somem...e a vida segue. 
Aprendi que as vezes no acaso, se pode achar alguma alegria, ainda que momentânea, mas não deixa de ser uma alegria. 
Não importa to quão bom você sejá, sempre vão querer mais de ti e assim vai. 
Tenho um conto em progresso..quem sabe publico até o final do ano? 

Veremos se tenho sorte e se ela virá de um realejo!!! 


*"...Será que a sorte virá num realejo? Trazendo o pão da manhã
A faca e o queijo, ou  talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro...que é tão fácil de enxergar... E chegar..."


* Realejo - O Teatro mágico. 







Memórias de uma rainha



 Era mais uma daquelas tardes nubladas, como nos últimos 2 meses. O outono se apresentava mais úmido que nos anos anteriores. Lareira acesa, uma xícara de chá  , uma manta nos pés e o aconchego daquela sala.  Embora alguns itens desta lista para ela, mal fizessem diferença, porém, sempre desejou manter isso vivo dentro dela. Talvez uma das raras coisas que ainda vivia por assim dizer.
 Um exemplar de um livro estava pousado em seu colo enquanto seu olhar se perdia nas gotículas que caíam na janela. De forma sútil ela volta a olhar para o livro , de capa vermelho escarlate, com letras em ouro, presente de uma pessoa querida que já não existia há muitas e muitas eras.
 Na contra capa, a dedicatória em letras miúdas e bem desenhadas: "Para o amor da minha vida, a verdadeira rainha", ass. R S
Não posso deixar de lembrar do dia que me deu o exemplar , tirando de sua própria biblioteca. 
Suas mãos acariciavam o livro como se acariciasse a própria alma e um longo suspiro escapa de seus lábios.

- Para ti minha rainha. Guarde mais um pedaço de mim!

Seus olhos negros, sempre tão duros, brilharam de emoção ao entregá-lo a mim. Os meus, que há muito não ficavam úmidos, experimentaram em décadas o que poderia ser uma lágrima. 
Nada mais dissemos, apenas  amamo-nos ali mesmo entre os livros, entre cultura e coisas antigas, reflexos do que éramos.
Deixando os devaneios de lado, abro a segunda página e início pela milésima vez a leitura. 

'ALEXANDRIA, o ano era 69 a.c . O que parecia apenas mais um bebê, era o início de uma época, onde o mundo conheceria a mais bela e mais intrigante rainha de todos os tempos...'

Seus olhos e sua mente já estavam tão acostumadas aquela historia que parecia que uma voz no íntimo lia pra ela, narrava fatos e cenas com tamanho detalhe que em dado momento fecha os olhos, repousando a cabeça no encosto do sofá, perdendo-se nos pensamentos. 

'Olhava maravilhada para aqueles braços musculosos e aquele olhar sedutor, enquanto ele lia pausadamente pra ela. 

- Ouça minha rainha, ouça com atenção!! Pois sabes que esta é a historia daquela que certa vez tentou roubar-me de  ti antes mesmo de eu saber que lhe conheceria. 
 E então ele gargalhava feliz e me tomava nos braços, afagando meus cabelos e beijando meus olhos como  sempre fazia.  Apesar de tudo que havia acontecido, eram noites felizes e aproveitávamos o que conseguíamos. Naquela noite ele leu mais um pouco e num momento onde eu nem esperava, jogou longe o livro e me pegou em seu colo beijando-me com volúpia. Seus olhos estavam vermelhos e sua força era maior que 5 lobos juntos. Apertava-me em seus braços másculos como se pudesse quebrar os ossos que ainda tinha em meu corpo. Eu poderia jurar que a respiração me faltava e nem um músculo do meu corpo movia-se em recusa. Todos se entregavam ao amor insano daquele que tinha roubado-me o coração, a vida. Eu era dele e de ninguém mais no mundo e nada, nada mais me importava. No mesmo instante que sinto seu corpo invadindo o meu, seus dentes pontiagudos e cortantes rasgam a minha carne, roubando-me mais um pouco do néctar da vida. Com a boca escarlate ainda o escuto dizer: - Ma petit, mon amour!
Foi a última noite que passamos juntos, logo depois de amá-la, um embuste e sumiu para nos polpar de acontecimentos alem da nossa compreensão.

Um longo suspiro escapa dos lábios da mulher, e poderia jurar que uma lágrima negra descia dos seus olhos caramelo. Devagar ela deixa o livro de lado e já ia se levantando quando olha no canto da almofada onde uma imensa rosa vermelha estava depositada. 
Mesmo há séculos desaparecido, ele ainda a surpreendia e a deixava em êxtase.